As postagens e os elementos que as compõem, imagens e texto, correspondem aos objetos em exposição no cenário virtual no qual o blog se constitui. O texto e as imagens colaboram no desenvolvimento da metáfora e da narrativa construída, confirmando a exposição como uma narrativa cultural. Do ponto de vista técncio, a exposição é uma composição cujos elementos organizam-se em espaço harmonicamente concebido, o blog em nosso estudo, criando contexto para que uma determinada mensagem seja lida, com finalidade cultural. Assim, as postagens, enquanto constructos imateriais eleitos pelo museu, configuram-se como narradores autorizados a apartir dos quais se constrói o discurso próprio do Museu Mineiro. Qual ou quais mensagens encontram-se materializadas no discuso que o Museu Mineiro apresneta no diálogo com o visitante do blog?

As imagens selecionadas para o cenário expositivo mostram os personagens convocados para a ação educativa confeccionando as receitas. O que faz-nos antever que as imagens mostrariam os convidados junto a panelas e ingredientes em cozinhas improvisadas na área do museu. De fato, as imagens selecionadas para comporem a trama pretendida mostram os sujeitos envolvidos com o preparo das receitas. Contudo as imagens nos contam algo mais, que diz respeito a outra característica dos mineiros bastante conhecida, o gosto pela prosa. Nas duas fotografias a seguir, extraídas do blog Cozinha Museu, vemos que a cozinha não se reduz ao espaço do cozinhar, mas era plenária para animada interlocução.


O blog, enquanto nincho virtual, confere ao cenário expositivo certas especifidades próprias do ciberespaço. A questão da imprecisão temporal é reforçada pelo fato dos autores das postagens ão assumirem datas para os acontecimentos. Temos evidências de que os encontros aconteceram, mas não sabemos exatamente quando, e tampouco essa informação parece importar. Dessa maneira o blog poderia ser entendido como um cenário expositivo suspenso no tempo-espaço, uma espécie de ilha perdida em que o visitante do blog desembarca e pode experenciar a rotina de uma típica cozinha mineira. A virtualização levaria ao desprendimento do aqui e agora. Assim, a ação educativa presente no blog aparece como entidade virtualizada e fica portanto desterritorializada não podendo ser mais localizada de forma precisa. O cenário expositivo não se prende mais a um espaço físico (o espaço do museu) e passa não haver mais a um relógio e um calendário limitando seu acesso. Assim, entendemos que a virtualização potencializa as condições de acesso aos estoques de informação, ao cenário expositivo, derrubando possíveis barreiras espaço-temporais.
Embora as barreiras espaço-temporais existam.
ResponderExcluirAcredito que é fundamental relatar o que pensam, o que fazem em ambientes virtuais onde outros possam acessar além dos elementos daquela comunidade.
Assim, este blog nos faz pensar sobre a importância do local e do movimento de conhecimento existente. Embora nos deixa com mais vontade para conhecer e sentir os cheiros e os gostos que esta cozinha pode nos informar apenas presencialmente.
O que e como seria esta prosa virtual? O que nós mineiros utilizamos para prosear a distância?
ResponderExcluirUm post? MSN? Google talk?
Como interagimos em museus a distância? Só navegamos ou construímos algo significativo em nossas intervenções virtuais?