“Para compreender realmente uma exposição, deve-se pensar
nela como um cenário dramático para objetos e informações.
As cores, os níveis de luz, os estímulos visuais, o som, o drama
da montagem e do design, a beleza e a originalidade dos
objetos específicos – tudo isso tem um papel no
desenvolvimento da metáfora, da tradução, da narrativa
construída, da ficção que é a exposição.” (Ruffins, 1985)
Qual o cenário dramático pretendido pelo Museu Mineiro? A composição do cenário expositivo leva-nos a um universo de significações que se encontram alinhavadas pela narrativa da mineiridade. A intenção de apresenstar esta dimensão traduz-se na escolha dos objetos, personagens, ambiente, e especilamente na trama. A minieridade aparece como amalgama da narrativa construída.
No blog, o narrador possui uma identidade, enquanto instância produtora do discurso. Trata-se de um mineiro falando para o que se supõem serem outros mineiros. No texto de Autran Dourado apresentado no início do blog do museu, ele refere-se a "nossa eterna" Minas. "A nossa velha hospitalidade mineira à mesa não é um bem imaterial a ser preservado?", é pergunta feita na segunda postagem. Neste e em outros textos das postagens encontramos o leitor incluído no grupo ao qual o protagonista da fala se reconhece, constituíndo o "nós", o "nós" como a categoria "nós, os mineiros". Assim, este narrador modela o universo do discurso, ao atribuir valores, fazer interpretações, eleger atributos e escolher o léxico e as formas de comunicação da idéia de mineiridade. Assim, os enunciados são produzidos e orientados para conduzir o visitante a determinadas conclusões, o sentido único que se pretende é o da mineiridade.
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